MASSACRE DE IDÍGENAS NO PERU. ACOMPANHE AS NOTÍCIAS PELO PORTAL WWW.SERVINDI.ORG

ONU: Foro Permanente califica de masacre asesinato de 25 indígenas de Perú

Erbol, 5 Junio, 2009.- La vicepresidenta del Foro Permanente para las Cuestiones Indígenas de las Naciones Unidas, Elisa Canqui, calificó de masacre la matanza de 25 indígenas en la región amazónica del norte peruano.

Canqui, en declaraciones a la Agencia de Noticias Indígenas de la Red Erbol, aseveró que “estamos consternados ante esta nueva acción del gobierno de Alan García”.

Recordó que los pasados días la Presidenta del Foro Permanente de las Naciones Unidas para las Cuestiones Indígenas, Victoria Tauli Corpuz, pidió al gobierno peruano respetar los derechos humanos y los derechos de los pueblos indígenas.

La vicepresidenta del Foro Permanente para las Cuestiones Indígenas de las Naciones Unidas aseveró que “el accionar del gobierno de García se traduce en masacre, esperamos que la preocupación internacional se traduzca para que en el Perú se recuperen los derechos humanos”.

Al menos 25 nativos y siete uniformados fallecieron este viernes en el cerro Curva del Diablo, del caserío Siempre Viva, en la provincia cajamarquina de Jaén, tras la incursión de la Policía peruana para desbloquear una carretera, que fue tomada hace algunos días por indígenas amazónicos.

Fonte: http://www.servindi.org/actualidad/12511

Perú: 20 indígenas awajún-wampis muertos por enfrentamiento en Bagua

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Servindi, 5 de junio, 2009.- Alrededor de veinte nativos muertos y cientos de heridos es el trágico saldo del enfrentamiento desatado entre la Dirección Nacional de Operaciones Especiales (DINOES) y los indígenas de Bagua durante la operación de desalojo de la carretera Fernando Belaúnde Terry iniciada a las 5.30 de la mañana. (Imagen: Virgilio Tsajaput)

Las acciones fueron ejecutadas en el tramo de la carretera Fernando Belaunde Terry conocido como “Curva del Diablo” y en la estación 6 del oleoducto Norperuano.

El presidente del Comité de Lucha Provincial de Condorcanqui, Santiago Manuig Valera, falleció tras ser disparado con armas de guerra en la zona de Curva del Diablo, en donde se encuentran concentrados.

El líder indígena Mateo Impi anunció a SERVINDI que los policías no dejan que saquen los cadáveres. “Estamos pidiendo la intervención de la Defensoría (del Pueblo)”, invocó.

Según informó el director de la Policía Nacional del Perú (PNP), José Sánchez, siete policías perdieron la vida en la zona.

“Hemos sido atacados por elementos delincuentes con armas de fuego, que han provocado el fallecimiento de policías”, anunció el general de la zona Luis Murusa.

Cont.: http://www.servindi.org/actualidad/12430

Pesquisadores indígenas se reúnem na UnB

Mais de 700 acadêmicos estarão no 1º Congresso Nacional de Pesquisadores Indígenas, em julho
Leonardo Echeverria - Da Secretaria de Comunicação da UnB

 

O sociólogo Boaventura de Sousa Santos falou na UnB nesta quinta-feira, 4 de junho, sobre seus estudos acerca da Sociologia das Emergências, em que as culturas nascidas no Hemisfério Sul assumem papel preponderante nas transformações sociais.

Em julho, o campus Darcy Ribeiro também sediará o 1º Congresso Acadêmico de Pesquisadores Indígenas, uma reunião onde representantes dos povos tradicionais do Brasil vão debater novos caminhos para a construção do saber. Conhecimentos tradicionais e ciência acadêmica serão o foco do encontro que vai reunir 700 pesquisadores de origem indígena, entre os dias 14 e 17 de julho.

Sidney Monzila, de 27 anos, é um deles. Bacharel em Direito desde 2007, ele se prepara para a próxima seleção do curso de especialização em Desenvolvimento Sustentável e Indigenismo na UnB. Monzila já trabalha na área, como coordenador do Observatório dos Direitos Indígenas, projeto social que recebe denúncias das comunidades e faz articulações no Congresso Nacional.

O rapaz é da tribo Umutina, uma aldeia de 450 pessoas, no município de Barra do Bugres, em Mato Grosso. Aos 12 anos, foi à cidade terminar o ensino fundamental. Quando a faculdade Unicen de Cuiabá passou a oferecer bolsas de estudo para indígenas, Sidney e seu primo deixaram a tribo e aproveitaram a oportunidade. Hoje, ele já pensa na sua área de mestrado: Direito Ambiental.   

Mutaí Matos, 30 anos, estuda Administração na UnB e também pretende usar o que aprendeu para ajudar sua comunidade no município de Coroa Vermelha, na Bahia. “Antes mesmo de pensar no mestrado, eu quero voltar para a aldeia e aplicar meus conhecimentos lá mesmo”, conta o índio pataxó. Mutaí conseguiu sua vaga a UnB por meio do “vestibulíndio”, como é conhecido o Vestibular Indígena.

No Brasil, existem atualmente 420 mil índios vivendo em aldeias, além de outros 300 mil que moram nas cidades. “O maior benefício de termos indígenas cursando uma graduação é que teremos mais ferramentas para conseguirmos a autonomia das comunidades, de forma que eles possam gerir seu próprio patrimônio, seja ele territorial ou cultural”, afirma Vilmar Guarany, secretário-executivo  do Centro Indígena de Estudos e Pesquisas (CINEP), ONG que organiza o Congresso de Pesquisadores Indígenas junto com a UnB.

Segundo Vilmar, as tribos nativas do Brasil têm muito a oferecer à academia. Os conhecimentos tradicionais dos índios podem trazer novas idéias nas áreas de Biologia, Biodiversidade, Agronomia, remédios e até cosméticos. No Direito, um dos objetivos é criar uma jurisdição indígena, onde a comunidade possa criar e administrar o seu próprio sistema de leis, de acordo com seu sistema de valores.

O Congresso dos Pesquisadores Indígenas acontece simultaneamente ao 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), também na UnB. 
Sítio: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=1788

As cotas desmentiram as urucubacas - Elio GaspariPDFImprimirE-mail
 

Elio Gaspari - FOLHA DE S. PAULO, 03-JUN-2009

Os negros desorganizariam as universidades, como a Abolição destruiria a economia brasileira

QUEM ACOMPANHASSE os debates na Câmara dos Deputados em 1884 poderia ouvir a leitura de uma moção de fazendeiros do Rio de Janeiro:

"Ninguém no Brasil sustenta a escravidão pela escravidão, mas não há um só brasileiro que não se oponha aos perigos da desorganização do atual sistema de trabalho."

Livres os negros, as cidades seriam invadidas por "turbas ignaras", "gente refratária ao trabalho e ávida de ociosidade". A produção seria destruída e a segurança das famílias estaria ameaçada.

Veio a Abolição, o Apocalipse ficou para depois e o Brasil melhorou (ou será que alguém duvida?).

Passados dez anos do início do debate em torno das ações afirmativas e do recurso às cotas para facilitar o acesso dos negros às universidades públicas brasileiras, felizmente é possível conferir a consistência dos argumentos apresentados contra essa iniciativa.

De saída, veio a advertência de que as cotas exacerbariam a questão racial. Essa ameaça vai completar 18 anos e não se registraram casos significativos de exacerbação. Há cerca de 500 mandados de segurança no Judiciário, mas isso nada mais é que a livre disputa pelo direito.

Num curso paralelo veio a mandinga do não-vai-pegar. Hoje há em torno de 60 universidades públicas com sistemas de acesso orientados por cotas e nos últimos cinco anos já se diplomaram cerca de 10 mil jovens beneficiados pela iniciativa.

Havia outro argumento: sem preparo e sem recursos para se manter, os negros entrariam nas universidades, não conseguiriam acompanhar as aulas, desorganizariam os cursos e acabariam deixando as escolas.

Entre 2003 e 2007 a evasão entre os cotistas na Universidade Estadual do Rio de Janeiro foi de 13%. No universo dos não cotistas, esse índice foi de 17%.

Quanto ao aproveitamento, na Uerj, os estudantes que entraram pelas cotas em 2003 conseguiram um desempenho pouco superior aos demais. Na Federal da Bahia, em 2005, os cotistas conseguiram rendimento igual ou melhor que os não cotistas em 32 dos 57 cursos. Em 11 dos 18 cursos de maior concorrência, os cotistas desempenharam- se melhor em 61 % das áreas.

De todas as mandingas lançadas contra as cotas, a mais cruel foi a que levantou o perigo da discriminação, pelos colegas, contra os cotistas.

Caso de pura transferência de preconceito. Não há notícia de tensões nos campus. Mesmo assim, seria ingenuidade acreditar que os negros não receberam olhares atravessados. Tudo bem, mas entraram para as universidades sustentadas pelo dinheiro público.

Tanto Michelle Obama quanto Sonia Sotomayor, uma filha de imigrantes portorriquenhos nomeada para a Suprema Corte, lembram até hoje dos olhares atravessados que receberam ao entrar na Universidade de Princeton. Michelle tratou do assunto em seu trabalho de conclusão do curso. Ela não conseguiu a matrícula por conta de cotas, mas pela prática de ações afirmativas, iniciada em 1964. Logo na universidade onde, em 1939, Radcliffe Heermance, seu poderoso diretor de admissões de 1922 a 1950, disse a um estudante negro admitido acidentalmente que aquela escola não era lugar para ele, pois "um estudante de cor será mais feliz num ambiente com outros de sua raça". Na carta em que escreveu isso, o doutor explicou que nem ele nem a universidade eram racistas.

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