CHOCANTE! REVOLTANTE! O RELATO DAS HUMILHAÇÕES SOFRIDAS EM RORAIMA POR UM LÍDER INDÍGENA

CADÊ AS ORGANIZAÇÕES E LIDERANÇAS INDÍGENAS DESSES PAÍS? CADÊ TODO MUNDO?

13 de janeiro de 2008
Terra Indígena Raposa Serra do Sol

Á Serviço da Minha Terra, Trazido Como Preso Pela Policia Federal.

Após a briga entre índios e não índios, depois que tudo estava consideravelmente tranqüilo, resolvi voltar a Boa Vista, por volta das seis horas e quarenta
minutos da tarde daquele dia, juntamente com um motorista a minha esposa e meu filho de um mês de vida, encontramos com a equipe da Policia Federal em varias viaturas,
que estavam indo ao local, como eu havia participado da confusão maior, ou melhor da briga, nós retornamos até a comunidade Jacarezinho, para prestar mais esclarecimentos,
mas, os policiais federais haviam passado direto para o lago do Caracaranã, aguardamos ali juntamente com mais umas vinte pessoas, uns trinta minutos, e decidimos
ir ao encontro deles até o Caracaranã, seis pessoas comigo, onde os Policiais Federais estavam colhendo as informações do fato ocorrido, estavam presentes uma pessoa
da FUNAI, um do Ministério Público Federal, Policiais Federais, e o prefeito de Normandia, o Delegado que estava juntamente com a sua equipe nos chamou a parte
e pediu explicações do que realmente havia acontecido, porque as informações obtidas por ele juntamente ao povo que estava no lago do Caracaranã dizia que estaríamos
matando as pessoas e proibindo entrada e saída destes. Expliquei ao delegado que o nosso trabalho juntamente com as lideranças indígenas era sobre a forma de como
éramos tratados ali, no jacarezinho, por pessoas que vinham de passagem ao Caracaranã, ou a Normandia, havia muitos palavrões aos indígenas que ali moram e muito
despejo de lixo, como litros de cachaça, latas de cerveja, fraldas e copos descartáveis, tiro contra a casa onde moram as pessoas, som altas horas da noite e alto
volume, em torno de tudo isto foi que nos organizamos e resolvemos fazer um dia de conscientizaçã o, mas que infelizmente chegou uma pessoas que disse ser do exercito
e entrava a saia na hora que quisesse. Os policiais federais pediram que nós, fossemos juntamente com eles no retorno, e então ficamos aguardando, e muito rapidamente,
parecendo assim, uma revolta contra nós indígenas, um deles gritou revistem todo mundo, naquele momento eu foi encostado em uma viatura da Policia Federal, com muita
forca, procurando de nós se tínhamos armas, eu não falei nada fiquei quieto e eles me revistaram tudo até os meus sapatos, olhei para o lado estava meu pai sendo
revistado em pé, e assim os outros também, para nossa infelicidade e alegria dos que estavam, ali assistindo aquela sena, foi encontrado no bolso direito da calça
do meu pai, três munições, e deram a ele uma ordem de prisão, ele não falou nada, nem resistiu a nada ficou muito quieto, e foi por duas vezes encostado no carro
por quatro policiais, deram dois chutes na perna dele e o derrubaram, um deles gritava.
- mostra arma vagabundo?, onde está a arma?. Naquele momento quando estava sendo revistado um policial pos a mão no meu bolso e retirou minha carteira abriu
e sorriu debuxando de mim, ele tem até cartão de credito, como é que tu é índio e anda de L200, por que não anda nu, que índio é este, pediram que eu ficasse quieto
e fiquei, olhava para o meu pai e pisavam com muita força nas costas dele, deram lhe um soco no rosto, umas nas costas mesmo ele estando no chão, com as mãos pra
trás algemadas e, de barriga no chão, pisado por quatro policiais, levantaram ele com muita força e o colocaram na grade de uma das viaturas dos policiais, nos dividiram
um de nós em cada viatura, o nosso veiculo foi dirigido por um policial federal. Indo ao jacarezinho foi ouvindo abuso de um dos policiais da equipe alfa, a maneira
como eles se comunicavam, eles eram três somente o que estava a minha esquerda no banco de trás é que vinha falando mais, o da direita me disse olha, não faça força,
vamos quietinho, o da esquerda, foi dizendo, o que é que tú quer indiozinho, quer tirar onda de gostosão é?. Se mostrando que é valentão?. Por que não se mostrou
pra gente, fica Flechando pessoas de bem?, vendo que são pais de familiar com crianças, tu teve a sorte de encontrar a pessoa errada se tu tivesse me parado na estrada,
sabe aonde tu estaria hoje vagabundo?, no inferno!, eu tinha estourado a tua cabeça de bala, tu e quem tivesse com flechas, vocês não se conformam com a terra que
já tem, governo deu terra para vocês e ainda vivem incomodando, pessoas que querem dar as suas famílias um final de semana tranqüilo, vai tirar onda de gostoso
seu PLAYBOYZINHO INDIGENA, PLAYBOY INDIGENA, NINGUEM MERECE!!, vê se tu não vai se arrepender se encontrar comigo e me parar na estrada! Faz a gente viajar altas
horas da noite para levar você preso, viu só no que deu, vagabundo. Ao chegarmos no jacarezinho um outro policial chegou a procurar quem poderia achar a arma, do
qual haviam encontrado as munições com o meu pai, não sei quem trouxe mas, entregaram a arma de meu pai, passamos mais ou menos, dose minutos ali onde revistaram
o motorista de outra viatura nossa e meu irmão de dose anos, estes estavam apenas de calção, na hora da vistoria, saímos em direção a Boa Vista, e foi ouvindo mais
coisas. Pra que vocês inventam estas coisas, seus amimais, olha se eu te encontrar parando carro na estrada eu te meto a bala, e fica quieto, qualquer mexidinha
tu vai ver o que eu vou fazer contigo, tu acha que nós vamos acreditar que os caras vem de longe jogar lixo na porta da casa de vocês, vocês só querem ser coitadinho,
mas não são ficam parando as pessoas com armas de fogo vocês são policiais?, fiquem quietos e vejam as coisa acontecerem a justiça vai resolver as coisa para vocês.
E então segui a viajem até Boa Vista, e não falei nada mais, ah! A equipe alfa no qual eu vim saiu e chegou na frente puxando o comboio, até Boa Vista, foi o primeiro
a entrar no Superintendência da policia federal seguro pelo pescoço, aos poucos foram chegando os outros veículos e os nossos também, vieram os dois carros nossos
até a policia federal, foi assim a minha viajem pela primeira vez como preso, pela Policia Federal enquanto cuidava do que eu tenho como patrimônio, A MINHA TERRA
RAPOSA SERRA DO SOL, Não sei se eles tomaram a arma do cara que sacou a arma por duas vezes, para nós, só tenho uma certeza todos os brancos que são do lado contrário
a causa indígena tem o privilégio e a maiorias dos políticos estaduais, federais e municipais, já ouvi dizer que de for assim o povo de Normandia irá interditar
o aceso dos índios a vila de Normandia, a Normandia só existe por que as lideranças indígenas quiseram involuntariamente, sob uma negociação, quer dizer é parte
da Raposa Serra Sol.

Gercimar Morais Malheiro

Fonte: Elaine Moreira & Enzo Lauriola <enzoelaine@osite. com.br>

Povos indígenas se unem por Estados Plurinacionais

Igor Ojeda
O exemplo da Bolívia deve ser levado a todos os países da América Latina. A missão foi aceita por representantes de organizações indígenas de vários países do continente durante o seminário “Povos Indígenas, Constituições e Estados Plurinacionais”, realizado em La Paz, na Bolívia, entre os dias 15 e 17.

O foco é a viabilização de sociedades baseadas em novos paradigmas, que levem em conta as cosmovisões dos diversos povos originários da região, excluídos da participação política desde a chegada de Cristóvão Colombo. Eles exigem não serem mais vistos como folclore, e sim como sujeitos.

Na declaração final do evento, realizado pela Coordenadora Andina de Organizações Indígenas (CAOI), organização criada em julho do ano passado, os participantes ratificam sua “firme decisão de Povos Indígenas de integrar o Abya Yala [América], para reconstruir nossos Povos, lutando pela inclusão e a construção de Estados Plurinacionais e Sociedades Interculturais, com novos governos que reconheçam nossos territórios e direitos coletivos e implementem políticas públicas, saberes e democracias interculturais, tendo como princípio para as sociedades a Unidade na Diversidade, e como construção de sociedades alternativas sobre a base das propostas dos Povos Indígenas”.

Oportunidade

Para eles, uma janela de oportunidade foi aberta para se construir sociedades alternativas, diante da falência dos “velhos Estados-Nação, cada vez mais privatizados e desnacionalizados”.

Oportunidade aproveitada pela Bolívia, onde “o movimento indígena e a sociedade excluída da política euro-cêntrica (neocolonial) vêm lutando para conseguir mudanças e é o fascismo da direita, que impede, bloqueia, sabota e manipula meios de comunicação para impedir que se concretize as mudanças pelas quais votou a ampla maioria da Bolívia, através do irmão presidente Evo Morales”.

Ainda sobre a Bolívia, o documento convoca a solidariedade com a luta do seu povo, e anuncia um “alerta (...) permanente diante de qualquer ameaça (...) dos poderes transnacionais de sempre”.

Com vistas na próxima nação que pode se espelhar nesse exemplo, os participantes do encontro decidiram respaldar a Assembléia Constituinte do Equador, “que permita viabilizar o Estado Plurinacional com a participação das Nacionalidades e Povos Indígenas com a finalidade de construir um país solidário, recíproco e eqüitativo para garantir a estabilidade institucional e política a médio e longo prazo”.

Compareceram ao seminário representantes dos povos Aymara, Quéchua, Poqra, Mapuche, Kichwa, Pemón, Miskitu, Guarani, Ayoreo e Chiquitano, provenientes da Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Argentina (formadores, com o Chile, da CAOI), Venezuela, Nicarágua, Honduras e Paraguai. O Brasil esteve representado como integrante da Coordenadora de Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA) e através do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Dominação

Luis Evelis, da Organização Nacional Indígena da Colômbia (ONIC), lembrou que os Estados-Nações possuem características monolíticas, que procuram estabelecer sociedades homogêneas, como condição para a “modernidade” e como meio de dominação. Ou seja, não reconhecem e buscam invisibilizar as “diferenças regionais, ambientais e culturais”.

Guillermo Churuchumbi, da Confederação dos Povos Kichwa do Equador (Ecuarunari), listou os elementos de um Estado Plurinacional: economia comunitária; reconhecimento do sistema de saúde tradicional; administração e justiça comunitárias; educação bilíngüe e intercultural; organização política própria, com reordenamento territorial; princípios de reciprocidade e respeito entre os povos; e políticas públicas interculturais.

Segundo ele, é essencial a construção de conceitos que tratam o Estado Plurinacional, para que as lutas não se limitem em si mesmas.

A necessidade da formação política, intelectual e técnica dos indígenas foi destacada em várias falas dos participantes, assim como a socialização das discussões teóricas com as bases.
Continuação: http://www.movimientos.org/enlacei/show_text.php3?key=11683
MORTES DE INDÍGENAS NO VALE DO JAVARI - AMAZONAS
Mal começo o ano já morre dois indigenas da
Etnia Marubo no Vale do javari.

Hoje pela manha foi a obito um jovem marubo Por
nome Txana de 14 anos na aldeia rio novo no medio
curuçá na terra indigena do vale do javari, o
que desespera as populações indigenas.

A equipe do Conselho Indigena do Vale do javari -
CIVAJA está reunido desde manhã para discutir
uma nova estratergia em busca de apoio externo
para continuar a Missão Froça Tarefa no Vale do
Javari com apoio de entidades. (essa é acaminhada
da campanha SOS javari).

Pela manha se tratou sobre a criação de uma
comissão de indigena, para organização da equipe
que será criada para atividades do movimento
indigena. A equipe será composto por dez
lideranças do movimento indigena e quatro lideranças
tradicionais.

O obejtivo dessa comissão é fazer articulação
em nivel nacional e internacional e apresetar os
problemas que os povos indigenas enfrentam. Bem
como pressionar o orgão FUNASA para acelerar
suas atividades, verificar junto aos chefe do
DSEI/javari, os atestados que são remetidas pelos
profissionais para não entrar em area indigena
devido os festejos de São Sebastião em Atalaia do
Norte.

Os indigenas também estão preocupado com as
construções dos polos bases que até agora não
foi iniciado a obra na area. E a dificuldade do
coordenador de não conseguir colocar proifssionais
de saude em area.

Apesae da divulgação da FUNASA que tinha 60
profissionais contratados como medico, enfermeiras,
bioquimicos e tantos outros, na verdade não há
uma atuação dos mesmos o que está cada vez
levando ao descredito a funasa aos indios.

A iniciativa do CIVAJA é tentat solucioanr os
problemas, porque antes em convenio com MSF
tinhamos tres enfermeiros e 47 agentes indigenas de
saude não chegou essas condições e agora tem tanta
gente no quadro e a saude das populações
indigenas está cada vez pior. Isso porque os
profissionais não tem compromisso e estão afundando o
orgão disse o coordenador do CIVAJA

Havará também como ponto principal é a
organização da assembleia do CIVAJA,comitiva para
abril indigena e mais outras manifestações que
haverá em 2008. A comissão será uma equipe que vao
dar suporte as organizações e as missões
previsto da equipe.

o CIVAJA está chamando todas entidades indigenas
e indigenistas para uma missão em abril, e
está convidando FUNASA e FUNAI, assim como outras
pessoas que queira participar será bem vindo.



No dia 12/01/2008, Faleceu uma criança Marubo da
pertencente da Aldeia Liberdade que estava sobre
cuidado da sua tia Fernanda Oliveira Marubo no
Hospital de Guarnição de Tabatinga que foi
removido no dia 01/01/2008 da aldeia Maronal.

valedojavari-am@googlegroups.com
Fonte: "jrosha" <jrosha@yahoo.com.br>  do CIMI Amazonas
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