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Brasília - Uma das principais conseqüências da falta de terras para os índios no Mato Grosso do Sul é o crescimento da violência nas aldeias do estado, segundo a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que cuida da saúde indígena. Neste ano foram registrados 14 casos de assassinato entre índios e 13 casos de suicídio apenas na reserva de Dourados.
“Esse número está sendo superior aos [dos] anos anteriores. Não só o numero é superior, mas a forma de levar a este assassinato está sendo de uma crueldade extrema”, explica Zelik Trajber, coordenador técnico de saúde da Funasa no Distrito Sanitário Especial Indígena no Mato Grosso do Sul. Segundo ele, esse número pode ser quadruplicado se for considerada toda a região sul do estado.
Para Trajber, falta a presença do poder público na região. Ele também culpa a concentração de índios por metro quadrado pelos altos índices de violência. “Enquanto não houver uma definição de terra, os conflitos continuam. Os conflitos pela demarcação, pela definição da terra e as conseqüências de não ter terra”, afirma.
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