A LUTA DE DADÁ BORARI: EIS O MEU TESTEMUNHO

Um índio de paz em tempos de guerra

Era novembro de 1996, quando entrei no rio Arapiuns pela primeira vez, para chegar até a Cachoeira do Maró, juntamente com uma equipe de representantes dos movimentos sociais, onde realizamos o primeiro grande encontro de comunidades dos rios Tapajós e Arapiuns.

O objetivo de todos era barrar a invasão de madeireiras na área e garantir as terras nas mãos dos comunitários nativos. Mais tarde, isso foi conseguido em parte com a criação da Resex Tapajós-Arapiuns, que lamentavelmente não incluiu as terras da Gleba Nova Olinda e da margem esquerda do Arapiuns.

Entre os participantes do evento estava um adolescente de 15 anos, que fazia parte do grupo que veio de um desconhecido “Novo Lugar”. Um pouco desconfiado e sempre atento ao que o “pessoal da cidade” e os líderes locais falavam, o jovem acompanhava tudo debaixo de uma árvore, sem dizer uma palavra. A palavra estava em gestação.

Leia todo o artigo: http://docs.google.com/View?docid=dfqznj75_260c442cz    E esta foto não é do Dadá, mas de Florêncio Vaz Maytapu, o autor deste texto.

CACIQUE DADÁ BORARI (SANTARÉM, PARÁ) GANHA PRÊMIO D DIREITOS HUMANOS/2007 DA OAB/PARÁ

OAB agenda premiação de indígena

A OAB/Pará já marcou hora, dia e local da entrega do prêmio José Carlos Castro de Direitos Humanos 2007, cujo ganhador, pela segunda vez, é um santareno.

O indígena Odair José Borari (foto) receberá a homenagem no próximo dia 10, em Belém, no auditório da CNBB, bairro do Marco, às 16.

Coordenador do CITA (Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns), Dadá Borari, 26 anos, é casado, pai de 4 filhos. Ele nasceu na aldeia Novo Lugar, no rio Maró, a 12 horas de barco de Santarém.

Fonte desta primeira parte: http://jesocarneiro.blogspot.com/

 

OAB-PA dará Prêmio de direitos humanos a cacique de Santarém

OAB-PA dará Prêmio de direitos humanos a cacique de Santarém
Belém (PA), 03/12/2007 - O indígena Odair José Borari, cacique da Aldeia de Novo Lugar, em Santarém, oeste do Pará, será agraciado na próxima segunda-feira
(10) com o prêmio José Carlos Castro de Direitos Humanos, oferecido pela Secional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Pará. A freira norte-americana Dorothy
Stang, assassinada por madeireiros em Anapu, o padre Edilberto Sena e o bispo do Xingu dom Erwin Krautler já receberam a premiação. Os vencedores têm em comum a
luta em defesa do meio ambiente e em favor da reforma agrária. O prêmio é entregue tradicionalmente no dia 10 de dezembro, aniversário da Declaração Universal dos
Direitos Humanos.

Odair Borari foi reconhecido por seu trabalho em defesa de uma área habitada por comunidades indígenas na gleba Nova Olinda, área de 206 mil hectares onde
vivem 14 comunidades de ribeirinhos e três comunidades indígenas ainda não reconhecidas pelo Governo Federal. Seus habitantes vivem exclusivamente de caça, pesca
e agroextrativismo. A gleba pertence ao Estado, mas os grileiros e madeireiros agem como se fossem os verdadeiros proprietários.

Devido às constantes ameaças de morte, tendo sofrido dois atentados em 2007, o cacique foi integrado no dia 10 de setembro ao Programa Estadual de Proteção
para Defensores dos Direitos Humanos (PPDDH). A escolha do cacique para receber o prêmio da OAB-PA foi de uma comissão julgadora composta pela presidente da entidade,
Ângela Serra Sales, dirigentes da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PA e conselheiros, além de representantes da Comissão Pastoral da Terra, Igreja Católica e
Ministério Público Federal.
Fonte: http://www.oab. org.br/noticia. asp?id=11954

EQUADOR: INDÍGENA ADVOGADO, DOUTOR, PROFESSOR UNIVERSITÁRIO, ESCRITOR E DEPUTADO NACIONAL GANHA O PRÊMIO BARTOLOMÉ DE LAS CASAS (MADRI-ESPANHA)
6 Diciembre 2007 20:14

Ecuador: Raúl Ilaquiche, lider quecha, obtiene Premio Bartolomé de las Casas 

Raul Ilaquiche, lider quechua de EcuadorRaúl Clemente Ilaquiche Licta obtuvo el Premio Bartolomé de las Casas en su XVII convocatoria, según decidió este martes 4 de diciembre el jurado reunido en la Casa de América en Madrid (www.casamerica.es).

El reconocimiento fue en mérito “por su contribución al reconocimiento de los valores y derechos de los pueblos indígenas a través del compromiso político en su actividad docente, su práctica profesional como abogado y su labor legislativa”.

El jurado estuvo presidido por la Secretaria de Estado de Cooperación Internacional, Leire Pajín.

Raúl Ilaquiche nació en 1973 en la comunidad de Tigua Yatapungo, provincia de Cotopaxi, Ecuador. Cursó sus estudios universitarios en la Facultad de Jurisprudencia de la Universidad Central del Ecuador, de la que es doctor.

Continuação: http://www.servindi.org/archivo/2007/2270#more-2270

CEARÁ: FUNAI É COBRADA PELO MPF A CUMPRIR SUA FUNÇÃO DE DEMARCAR AS TERRAS INDÍGENA
MPF/CE envia recomendação à Funai
4/12/2007 8h55

Fundação terá 90 dias para iniciar processo de identificação e
delimitação de terras habitadas por índios tremembés.

O Ministério Público Federal no Ceará enviou recomendação à Fundação
Nacional do Índio (Funai) para que a instituição inicie, em até 90
dias, os estudos de identificação e delimitação das terras
reivindicadas pela etnia tremembé de Itapipoca - município do litoral
oeste estado. De acordo com o procurador da República Ricardo
Magalhães de Mendonça, autor do documento, os índios têm enfrentado
conflitos com empresários em função de uma medida judicial que visa
impedir a instalação de um empreendimento turístico que ocuparia parte
da área habitada pelos tremembés.

A recomendação encaminhada à Funai estabelece ainda que lideranças do
grupo indígena deverão ter garantida a participação em todas as fases
do procedimento de identificação e demarcação. Ao MPF terá de ser
apresentado o cronograma completo dos trabalhos; a identificação do
antropólogo nomeado para apresentação do estudo antropológico de
identificação e o prazo fixado para tanto na portaria de nomeação; e a
relação dos profissionais do grupo de trabalho encarregado de promover
os estudos complementares de natureza etno-histórica, sociológica,
jurídica, cartográfica, ambiental e o levantamento fundiário
necessários à delimitação.

Ricardo Magalhães de Mendonça entende como "injustificado" o retardo
no início da identificação e demarcação das terras dos tremembés.
Atualmente, segundo o procurador da República, a Funai sequer prevê
prazo para o começo dos trabalhos. "Estes fatos geram o
enfraquecimento da etnia, o abandono do legítimo reconhecimento de
seus direitos e um sentimento de baixa estima entre os índios",
ressalta Mendonça.

A Constituição Federal, no artigo 231, reconhece aos índios os
direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam. À
União cabe demarcá-las, protegê-las e fazer respeitar todos os bens
dos povos indígenas. "A identificação e demarcação é a medida apta ao
resguardo do modo de vida dessas populações, de sua cultura, da
identidade e do meio ambiente com o qual elas se relacionam", afirma o
procurador da República no documento.

A Funai terá 30 dias para se manifestar sobre o documento, informando
se cumprirá ou não a recomendação. Após o encerramento do prazo,
dependendo do posicionamento da Fundação, o MPF definirá as medidas
judiciais pertinentes.

Wanderson César
Assessoria de Comunicação - Procuradoria da República no Ceará
Telefax: (85) 3266.7457
ascom@prce.mpf. gov.br
Ferramentas Pessoais
JÁ É O SEGUNDO ÍNDIO ASSASSINADO EM TERRA INDÍGENA NO MARANHÃO
Motivo da morte de cacique guajajara ainda é desconhecido
HOME PAGE O GLOBO ONLINE, 03.12.2007

BRASÍLIA - A Polícia Federal ainda investiga os fatos que levaram ao
assassinato do cacique Joaquim Guajajara, encontrado morto e com
marcas de tiros na última sexta-feira, dia 30. O superintendente
regional da PF no Maranhão, Gustavo Gominho, disse que a equipe que já
estava na região trabalhando na Operação Araribóia está apurando
também a morte da líder indígena. O delegado Natan Viana de
Vasconcelos, responsável pelas investigações, não deu informações
sobre o caso. O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai),
Márcio Meira, disse que as primeiras informações oficiais recebidas
confirmam que a morte do cacique não teve relação direta com os
conflitos apurados na Operação Araribóia, mas sim com questões
internas da população indígena.
- As investigações policiais precisam ser feitas identificando as
razões. Tem que se punir os responsáveis - disse o presidente da
Funai. A Operação Araribóia teve início em novembro com o objetivo de
combater a exploração ilegal de recursos naturais na Terra Indígena
Araribóia, no Maranhão. Meira também confirmou que a operação seguirá
por tempo indeterminado. - Estamos no rumo natural e as forças que
estão lá saberão identificar o momento adequado para pôr fim ao
trabalho - afirmou. O técnico indigenista e coordenador de campo da
Funai, José Pedro dos Santos, garante que a entidade continuará agindo
na região. - Estamos propondo a criação de uma base dentro do
território indígena para evitar que os madeireiros retornem - afirmou
o técnico. Para ele, a morte do cacique está relacionada à disputa de
terras na região. - Os índios que não aceitam a devastação ambiental
são perseguidos, mortos, amedrontados, é uma situação muito difícil -
afirma dos Santos, lembrando que servidores da Funai também
foram ameaçados de morte na região. Humberto Rezende Capucci, membro
da coordenação regional do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) do
Maranhão, diz que a entidade irá cobrar das autoridades responsáveis
que apurem os fatos de forma concreta.- Há informações de que outros
índios teriam matado ele, mas os motivos ainda não foram esclarecidos
- diz. De acordo com Capucci, existem "fortes indícios" de que o
assassinato do cacique esteja relacionado com a venda de madeira na
região, especialmente com o assassinato do índio Tomé Guajajara, em 15
de outubro, quando madeireiros tentavam resgatar um caminhão apreendido.

Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.
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