MAIS MOBILIZAÇÕES INDÍGENAS NO PARÁ
Índios protestam e fecham BR-163
HOME PAGE NOTÍCIAS TERRA, 24.05.2007
Índios das aldeias Cubencroqui, Mecranoti e Baú fazem uma manifestação
no distrito de Cachoeira da Serra, no município de Altamira, no Pará.
Cerca de 80 pessoas bloqueiam a BR-163 com um acampamento, na altura
do marco Cuiabá-Santaré m, no km 875. Eles paralisaram as obras das
usinas hidrelétricas do rio Curuá, reivindicando energia e estradas
para suas aldeias, bem como homologação de suas terras. As comunidades
indígenas estão dispostas a permanecer quantos dias forem necessários
até que cheguem autoridades do governo federal, para negociar. As
empresas construtoras das usinas já tentaram negociar mas não houve
acordo.
Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.
PARÁ: INDÍGENAS E COLONOS JUNTOS CONTRA A BUROCRACIA GOVERNAMENTAL
Índios e colonos ainda ocupam Incra e Funai em Capitão Poço
HOME PAGE PORTAL ORM, 24.05.2007
Dois servidores do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária) - incluindo o superintendente Inocêncio Renato Gasparine - e
outros três técnicos da Funai (Fundação Nacional do Índio) são
mantidos reféns em Capitão Poço, Nordeste do Pará, por cerca de
duzentos indígenas da etnia Tembé e colonos, desde às 10 horas da
manhã desta quinta-feira (24). O grupo de indígenas e colonos está
divido, ocupando dois prédios na cidade: o da sede do Incra e o Pólo
Indígena da Funai. De acordo com Francisco das Chagas, chefe da
unidade avançada do Incra em Capitão Poço, que também é mantido como
refém, o clima é de tranquilidade. Porém, os índios e colonos afirmam
que só vão liberar os cinco reféns quando tiverem uma resposta efetiva
para os problemas de ocupação de terras. Os índígenas reclamam da
ocupação das terras por parte dos colonos. Já os agricultores
exigem que o Incra regularize novos assentamentos para remanejar as
famílias que seriam expulsas. 'O problema atinge os dois lados e eles
se uniram para uma pauta conjunta de reivindicações. Nós estávamos
reunidos com representantes da Funai, Incra e Ministério Público
Federal quando eles decidiram fazer a ocupação dos prédios e manter a
gente como refém até ter uma resposta de como essa situação vai
ficar', disse Francisco. O protesto iniciou por volta das 10 horas e
começou com cerca de quinze pessoas. Aos poucos, os reféns foram
soltos. Os cinco últimos só devem ser liberados quando uma reunião for
confirmada. 'Eles afirmam que não deixam o prédio enquanto a gente não
tiver ao menos uma data para recomeçar as negociações. O Ministério
Público Federal está trabalhando e a chefia do Incra, em Brasília, já
está ciente. Estamos aguardando um posicionamento' , afirma Chagas.
Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.
ETANOL E COLONIALISMO BRASILEIRO NA AMÉRICA LATINA: LULA NÃO CONVENCE NO PARAGUAY
Segue notícia que recebi sobre a visita do "nosso guia" ao Paraguay.
E a "marcha para o oeste" continua.
Abraços,
Ricardo Verdum (verdum@inesc.org.br)
VISITA DEL PRESIDENTE LULA A PARAGUAYLula presentó su proyecto de biocombustibles.
No convenció a los ambientalistas
El proyecto de producción de biocombustibles y Etanol fue presentado esta mañana (21 mayo) por
el presidente de Brasil Ignacio Lula Da Silva. En teoría, su plan sostiene que el biocombustible
sea genuinamente nacional, convirtiendo, al Paraguay y Brasil como polos de desarrollo en la
región. Sin embargo, ambientalistas afirman que este "desarrollo" solo beneficiara a un sector social minoritario.
La ansiada espera de ambos mandatarios de Paraguay y Brasil se vio coronada por los
aplausos de unas 500 personas en el hotel Sheraton de Asunción. El Seminario
Biocombustibles Paraguay – Brasil, lleva como lema “Integración productiva y oportunidades de
negocios”. El mismo se inicio a las 14:00 hora local luego de haberse anunciado para las 10 de la mañana.
En su discurso, Da Silva habló de un mercado integrado con iguales oportunidades para ambos
países, habló de un combustible genuinamente paraguayo y en casi toda la alocución utilizó la
palabra “parcería” entre paraguayos y brasileños. Aunque la prensa y la opinión pública aseguran
que la superioridad y las muestras que nos da el vecino país, en cuanto a uso de recursos
naturales y condiciones para hacer negocios, destacan una jerarquía que les favorece.
El presidente de Brasil también dijo que su intención es ubicar a ambas naciones a “la
vanguardia de los emprendimientos energéticos convirtiendo al Paraguay en un polo de desarrollo”.
Por su parte, el presidente de Paraguay Nicanor Duarte Frutos, se dedicó a improvisar y a mezclar
las cosas intentando describir un bello emprendimiento con halagos al sector empresarial
a quienes exhortó a insertarse en el mundo de los negocios a través de la innovación tecnológica.
El mismo, en reiteradas ocasiones se refirió a la urgencia del país de captar inversionistas y la
decisión gubernamental de “abrir las puertas, las fronteras y esperar que vengan los empresarios
brasileños en las condiciones que fueren a explotar los recursos naturales”.
POSTURA CONTRARIA
El discurso de ambos mandatarios no convenció a Oscar Rivas, Coordinador de la ONG Sobrevivencia.
Para él, este emprendimiento esta lejos de convertirse en oportunidad para el país, porque
en los últimos años la expansión de monocultivos –como se pretende realizar la materia prima – no
significa una mejora de las condiciones de vida de la mayoría, sino el enriquecimiento desmedido
de una delgada capa social egoísta y sus aliados transnacionales.
Al acto asistieron representantes de empresas trasnacionales como Monsanto y Cargill que
comercian soja y agroquímicos, miembros de la cámara agroexportadora del Paraguay en general,
mientras por el otro lado, observaron atentamente los líderes de las organizaciones sociales y ambientalistas.
Fuente: jakueke.com
21 Mayo 2007.
| Vozes da floresta |
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foto: F.L.PITON
Alguns deles usam sapatos, outros celulares. Muitos fumam cigarros, tem acesso à internet e todos adoram café. As duas tribos indígenas que vieram participar da 2ª Semana de Patrimônio Histórico de Ribeirão Preto chamam a atenção do homem branco por vários motivos. Primeiro porque são a prova de que o mito do bom selvagem não passa de conversa fiada. Segundo porque estão mais integrados aos problemas do planeta do que muitos de nós por conviver diariamente numa realidade contraditória e muitas vezes assustadora. Kayapós e jurunas eram etnias que se detestavam até cerca de três décadas atrás e aprenderam a conviver em harmonia depois que tiveram a consciência de que a união faz a força. As duas tribos vieram do Xingu para mostrar um pouco de sua cultura e falar sobre a situação dos índios na maior reserva do país. Vestidos à caráter, com cocares, miçangas e pintados com tinta de jenipapo mostraram ontem à tarde um pouco de sua arte para a imprensa. - Acho importante que as pessoas conheçam nossa cultura para dar valor e respeitar mais, diz Megaron Txucarramãe, um dos líderes dos kayapós e administrador da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Colider, no Mato Grosso.
Esquimós Megaron é, ao lado do cacique Raoni, um dos maiores representantes das comunidades indígenas no país. É integrante de um entidade internacional de defesa do meio-ambiente e já conheceu mais de cinqüenta países. Ano passado participou de um congresso no Alaska onde conheceu os eskimós e outras tribos que vivem na América do Norte. Os kayapós formam uma das etnias mais organizadas e que mais crescem no país. Ocupam uma área que ultrapassa os três milhões de hectares no Mato Grosso e no Pará e contabilizam uma população de seis mil pessoas, de acordo com Megaron. - Felizmente estamos crescendo mais a cada ano, garante.
Direito O líder indígena defende uma maior rapidez nos processos de demarcação e fiscalização para minimizar a ação de invasores em terras indígenas. Megaron diz que as terras do Xingú ainda são invadidas regularmente. - A mata ainda está sendo devastada e e muitas tribos perderam muitas terras, explica Txucarramãe que garante que na área dos kayapós “existe preservação”. O administrador comenta ainda que o governo brasileiro faz o que pode, dentro de suas possibilidades. - O governo não consegue resolver tudo, é muito problema. Mas ultimamente tem enfrentado muitos produtores para garantir o direito dos índios, ressalta.
Filosofia indígena Megaron, Raoni e mais 15 índios kayapós e jurunas vão ficar em Ribeirão Preto até o final de semana, quando também participam do projeto Virada Cultural, promovido pela Secretaria Estadual da Cultura. Além de exposições, oficinas e manifestações típicas da cultura indígena, os dois líderes participam no dia 18 de um Café Filosófico, com coordenação da Fundação Instituto do Livro da Secretaria da Cultura, com o tema “Situação Atual das Tribos Indígenas na Reserva do Xingu”. Megaron é um benadjore, ou seja, um chefe indígena pai de oito filhos e casado com uma mulher. Ao contrário do que muitos leigos podem imaginar, os kayapós são monogâmicos. - Somos o quê?, pergunta Megaron, morrendo de rir.
Timbó Quem ri muito também é o cacique kayapó Patoit, de 57 anos. Sincero como todo índio costuma ser, diz na língua “gê” que não gostou muito de Ribeirão Preto, porque sente muita saudade de casa e da família. Caçador, adora carne de anta, de macaco e queixada, uma espécie de porco do mato. A pesca é feita com timbó, um veneno natural extraído de um cipó que deixa os peixes paralisados. Patoit conta que acorda diariamente às quatro horas da manhã e logo vai para a “casa dos homens”, a “ngá”, onde os chefes da aldeia tomam as decisões. Antigamente, os chefes kayapós se reuniam para definir estratégias de guerra. Em tempos de paz entre as etnias, discutem a “administração” da aldeia Patoit e os outros índios vieram para São Paulo de avião, o “mudkó”, e revela que passou muito medo durante o vôo. Língua tupi A tribo juruna também participa da Semana de Patrimônio em Ribeirão Preto, mas em menor número. O que de certa forma retrata a situação da etnia no Xingu. Enquanto que os kayapós crescem a olhos vistos, a população juruna não chega a 500 e vivem numa área bem menor. Wayaya Juruna conta que sua tribo teve que aprender a se estabelecer nas áreas determinadas pela Funai. Os jurunas são nômades por natureza e muitos, de acordo com Wayaya, viviam à beira mar. Aprendeu a falar português numa das escolas que funcionam na aldeia, onde também é ensinada a língua de seus ancestrais, o tupi.
Cigarro O repórter pergunta a Wayaya porque os índios fumam tanto. - É de nossa cultura fumar, a diferença é que hoje em dia temos acesso ao cigarro, explica. O juruna afirma ainda que os índios têm suas próprias bebidas para cada ocasião. O kaxiri, por exemplo, é feito de mandioca fermentada com batata-doce e é uma espécie de aguardente da tribo. O “mingau” seria o refrigerante que acompanha as refeições. Ente os doces preferidos da aldeia, está o biju feito por eles. - Tiramos tudo da terra. Plantamos, caçamos e pescamos o que comemos, argumenta. Menos os cigarros, claro, comprados na cidade mais próxima, Colider.
Um índio kayapó chamado Raoni Desde que viajou o mundo ao lado do popstar inglês Sting, o cacique Raoni tornou-se uma verdadeira lenda em todo o planeta. Com um grande botoque no lábio inferior da boca, óculos de grau e cocar na cabeça, não pára de falar um minuto em língua kayapó. E mais, tem cara de bravo. Quem conhece o currículo do kayapó, sabe que o líder indígena sempre foi linha dura. Desde o ano de 1984, quando puxou uma das orelhas do ministro Mário Andreazza no governo militar para chamar a atenção sobre a questão indígena, nunca facilitou para os chamados “cara-pálidas”.
Polêmicas Raoni sobreviveu a tempos nebulosos provocados por líderes kayapós controvertidos como o cacique Tutu Pompo, morto em 94, e responsável pelo comércio indiscriminado de madeira nobre na reserva. E Paulinho Paiakan, acusado pelo estupro de uma estudante branca. De perto, o guerreiro não parece tão mau. Pelo contrário, Raoni foi uma simpatia com o repórter. Principalmente ao falar de Sting, o homem que ajudou a arrecadar fundos internacionais para a compra das terras kayapós. - Sting ajudou muito a gente, mas nunca mais encontrei ele. Um homem bom. “Meikmrem”, diz ao repórter. Meikmrem, revela o assessor e tradutor Darlei Lopes quer dizer “muito bom”. |
AINDA ECOS DAS PALAVRAS DESCABIDAS DO PAPA BENTO XVI
A ministra para os Povos Indígenas da Venezuela, Nizia Maldonado, criticou a declaração que o papa Bento 16 fez, durante a visita ao Brasil, sobre a catequização dos povos indígenas da América Latina. Bento 16 afirmou, no último 13 de Maio, que a evangelização não foi imposta aos índios pelos conquistadores e não alienou os povos indígenas da região. "O anúncio de Jesus e de seu Evangelho não supôs, em nenhum momento, uma alienação das culturas pré-colombianas, nem foi uma imposição de uma cultura estrangeira", disse o papa, em Aparecida (SP). "A invasão imperial trouxe o maior genocídio da América Latina. Gostaria que um sacerdote saísse e dissesse que se envergonha ao ouvir que dizem que os povos indígenas estavam esperando a evangelização", rebateu a ministra, em entrevista a uma emissora estatal venezuela. Nizia Maldonado, que pertence a uma etnia da região amazônica, também questionou o fato de o Vaticano "não se pronunciar sobre o genocídio dos povos indígenas americanos".
O Diário de Sevilha assim aprofundou a notícia:
“Por sua parte, no Brasil, responsáveis religiosos e especialistas de questões indígenas rechaçaram também as declarações de Bento 16, que no domingo negou que a religião católica houvesse sido imposta pelos conquistadores europeus aos povos americanos. Estou totalmente em desacordo com a avaliação do Papa. A evangelização foi uma imposição ambígua, violenta, um choque de culturas que causou um prejuízo total aos indígenas, disse a teóloga Cecilia Domevi, que participa como assessora de questões indígenas na V Celam. Para o historiador Waldir Rampinelli, da Universidade Federal de Santa Catarina, o Papa deveria ler Bartolomé de las Casas, padre dominicano espanhol que no século XVI denunciou as atrocidades cometidas pelos conquistadores de América, em nome da fé.
Fonte: http://karipuna.blogspot.com/2007/05/as-palavras-de-efeito-do-papa.html
FORUM DA ONU SOBRE QUESTÕES INDÍGENAS, QUE VAI ATÉ O PRÓXIMO DIA 25
Eis o discurso de Mauricio Goncalves, Guarani de Viamao (RS), ontem, no Forum Permanente da ONU:
"Foro Permanente de las Naciones Unidas sobre Cuestiones Indigenas, Sexta Session, 14 a 25 de mayo de 2007.
Assunto: indigenas urbanos e migracion.
Senora presidenta,
SOY DE LA COMISSION NACIONAL DE TIERRA GUARANI - YVY - RUPA. No fue nosotros que fomos para la ciudad, pero al contrario, la ciudad llego para nosotros. Esta situacion nos fue impuesta de forma continua durante essos 507 anos de colonizacion forzada. La cuestion mas importante es la cuestion de LA TIERRA. La situacion fundiaria de la Tierras Indigenas Guarani - de los grupos Kaiowa, Mbya e Nhandeva / Xiripa - es un de los cenarios mas criticos y preocupantes en que se refiere a la garantia de los Derechos territoriales de los Pueblos Indigenas en el Brasil. Apesar de los Guarani constituiren una de las populaciones indigenas mas numerosas del pais, somando cierca de 45mil personas, possuen el menor numero de tierras regularizadas y estamos en constante conflicto con particulares y organos publicos. Ademas, de las pocas Tierras Guarani regularizadas, la maioria presenta dimensiones irrisorias y estan pidindo ampliacion de sus limites.
El descaso y la omission del Estado Brasileno en la defensa de las tierras y de los territorios tradicionales Guarani tiene victimado grande parcela de la populacion Guarani. La falta de voluntad politica del Estado Brasileno en demarcar las Tierras Guarani, resultado de su subserviencia a interesses anti-indigenas, OBRIGA LAS COMUNIDADS A VIVEREN EN CONDICIONES PRECARIAS, MUCHAS VEZES EN LAS ESTRADAS O EN LAS CIUDADS, FUERA DE SUS TIERRAS TRADICIONALES, o bien en aldeias de dimensiones insuficientes y sin los recursos naturales necessarios a su subsistencia y para sus practicas tradicionales, causando hambre y dependencia en las donaciones del Estado. Sin seguranza necessaria en sus aldeias, son imersas en un clima de tension social y expuestas a diversas formas de violencia por la sociedad envolvente: victimas de processos judiciales contra sus comunidads y lideres que luchan por el derecho a sus Tierras. Tambien existen inumeros problemas con la bebida alcoolica, la prostituicion, assassinatos, suicidios y muertes de ninos por desnutricion. Esta triste realidad del Pueblo Guarani es resultado directo de la falta de una politica fundiaria que atenda a las especificidads de los Guarani, y de la inoperancia y falta de disposicion politica del Estado Brasileno en demarcar las Tierras que tradicionalmente ocupan, representando una clara violacion a los Derechos consagrados en la Constituicion Federal de 1988 y en la Convencion 169 de la OIT, de la cual el Brasil es signatario.
1. ASIMISMO, RECOMENDAMOS que este Foro haga notar en su informe que en Brasil, los pueblos indigenas GUARANI, fuera de sus Tierras, tienen sus vidas amenazadas: o por que no estan en la posse de sus tierras tradicionales, o por que fuera de sus tierras (en nucleos urbanos y estradas por ejemplo) no tiene politicas y acciones publicas eficazes para garantir sus Derechos humanos. Esta situacion esta se agravando con el tiempo, y es necessario que el Estado Brasileno reconoce oficialmente nuestra tierra;
2. QUE EL FORO RECOMENDE EN SU INFORME A LOS ORGANISMOS INTERNACIONALES, QUE PARTICIPAN COMO OBSERVADORES EN ESTE FORO, QUE EL Estado Brasileno debe cumplir com sus deveres constitucionales en relacion a la demarcacion de las tierras tradicionalmente ocupadas por los Guarani, y con sus obligaciones internacionales, especialmente la Convencion 169 de la OIT.
Muchas Gracias
Mauricio Guarani (Viamao/RS)"