BUSHA NÃO É BEM VINDO ENTRE NÓS PORQUE ELE É MAIS QUE UMA AMEÇA À VIDA, ELE É A PRÓPRIA AGRESSÃO MAIS BÁRBARA E VIOLENTA QUE HOJE CAI SOBRE OS NATIVOS NO AFEGANISTÃO, IRAQUE, COLOMBIA, MÉXICO...
SE O CALOR ESTÁ AUMENTANDO MUITO NO MUNDO, ENTRE TANTOS OUTROS DESASTRES, ISSO TAMBÉM TEM MUITO A VER COM A ARROGANCIA DESTE SENHOR EM SE NEGAR A COLABORAR COM OS ESFORÇOS DO PROTOCOLO DE KYOTO
VISITA IMPERIAL
É hoje, 8, que o carniceiro do Iraque visitará o seu vassalo, o carniceiro do Haiti.
A chegada de Bush ao Brasil será em S. Paulo, onde será recepcionado por Lula.
OS INDÍGENAS ESTADUNIDENSES APRENDERAM MUITAS COISAS RUINS DOS BRANCOS DE LÁ, POR EXEMPLO A EXPLORAÇÃO DO NEGÓCIO DO JOGO DOS CASSINOS, QUE SERIA CONDENADO POR UMA ÉTICA INDÍGENA PRÉ-COLOMBIANA
APRENDERAM TAMBÉM A SER RACISTAS, PARA PROTEGER SEUS LUCROS CAPITALISTAS, INFELIZMENTE.
Índios cherokees são acusados de racismo nos EUA
HOME PAGE NOTÍCIAS TERRA, 05.03.2007
A comunidade de índios americanos dos cherokees está sendo acusada de
racismo após aprovar ontem uma resolução para retirar cidadania
indígena de descendentes de escravos negros, que chegaram a ser
propriedade dos índios antigamente. Os integrantes da Nação
Cherokee, a segunda maior tribo de nativos americanos, realizou
eleição especial para modificar sua constituição e limitar a cidadania
de cherokee apenas aos listados como "cherokees de sangue". Segundo o
jornal inglês Times, os descendentes dos escravos ou de negros que
casaram com cherokees tiveram os direitos de cidadania da tribo por
141 anos. Opositores da decisão, aprovada por 77% dos votos, afirmam
que se trata de um plano racista para negar os rendimentos da tribo,
que alcançam US$ 22 milhões na soma de todos cassinos administrados
pelos cherokees, aos que não têm apenas sangue indígena e impedir que
eles reclamem uma parte do valor. Os que apóiam a separação alegam que
se trata de uma longa luta dos cherokees para determinar a própria
constituição de sua tribo. Os descendentes de escravo ganharam
cidadania integral na tribo após um acordo de 1886 que os cherokees
foram obrigados a assinar com o governo americano com o fim da Guerra
Civil Americana (Guerra da Secessão). A polêmica revelou um capítulo
não muito conhecido da história dos índios americanos: o fato que
algumas tribos se uniram aos Confederados, que eram a favor do
escravismo, durante a Guerra da Secessão nos Estados Unidos e
assumiram alguns costumes, incluindo o uso de escravos negros.
Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.
A morte encomendada do indiozinho brasileiro
Morte de criança indígena no Mato Grosso do Sul por desnutrição
descortina a realidade sinistra do Brasil
HOME PAGE CEDEFES, 04.03.2007
Há 500 anos os indiozinhos desta terra brasili vêm lutando pela
sobrevivência física, reconhecimento e respeito em face do chamado
homem branco. Se ontem, nós, póscabralinos, perseguíamos suas mães, os
tomávamos como escravos e nos apossávamos de suas terras; hoje, nós,
pós-modernistas, os confinamos em aldeias, os relegamos à periferia
das cidades, filas de hospitais, feiras e cadastros de cestas básicas
governamentais. Há muito os governantes viraram as costas para os
povos indígenas nesse solo pátrio. Se alguma garantia sobre suas
terras, eles, hoje a tem, devem à sua própria luta e à solidariedade
daqueles que ainda sonham com um mundo igual. Em Mato Grosso do Sul,
como no restante do Brasil, a realidade não é muito diferente daquela
anunciada há poucos dias nos principais canais de televisão: "mais um
indiozinho morre de desnutrição em Reserva de Dourados". Entre tantos
brasileiros que desde a mais tenra idade morrem, todos os dias nesse
país, a criança indígena em questão tinha nome e endereço: Cleison
Benites Lopes, de apenas 10 meses morreu vítima de desnutrição grave
na tarde deste domingo na Aldeia Bororó, em Dourados, no Mato Grosso
do Sul. Segundo a mãe, Salete Benites, de 20 anos, o filho começou a
passar mal há dois dias e foi levado para o posto de saúde da reserva.
O bebe recebeu vitaminas e retornou para casa. A criança morreu horas
depois, por volta das 15:40 horas. O médico Raul Grigoleti assinalou
no atestado de óbito: morte por complicações provenientes de uma
desnutrição grave. Entre parêntese o documento revela: "caquexia".
A morte desse indiozinho é a terceira vítima no Estado em menos de
dois meses do corrente ano. Em janeiro, um bebê de nove meses, da
aldeia Bororó, morreu vítima de infecção devido a desnutrição, e no
dia 10 deste mês, um garoto de dois anos morador da aldeia Jaguapiru,
morreu também vítima de desnutrição. A morte desse indiozinho não
poderia ter chegado em pior hora. Dias atrás, a Secretária de Estado
de Assistência Social, Trabalho e Cidadania de Mato Grosso do Sul,
Tânia Mara Garib, em entrevista ao portal Midiamax, revelou haver
cerca de 11 mil índios que eram assistidos pela Funasa e também pelo
governo do Estado, assim como nove mil famílias de acampados que
recebiam cestas básicas do Incra e também do Estado, caracterizando
assim a duplicidade no atendimento. Como resultado, a política do novo
governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, decidiu: "Dai a
César o que é de César". Índio é responsabilidade da Funai e da
Funasa. E ponto final! Os indígenas agora têm que procurar os órgãos
federais para que assumam a responsabilidade com o Estado na
assistência ao índio. Ora, não se pode brincar de esconde-esconde,
Governo do Estado e União, para ver quem é o pai da criança, em se
tratando de vidas humanas. Todos sabemos: não existe política pública
definida de assistência que leve a autonomia dos povos indígenas no
Brasil; Todos sabemos que a Funai configura-se hoje um órgão falido,
sob ponto de vista orçamentário, e destituído de qualquer estímulo
para a implementar projetos viáveis; Todos sabemos e reconhecemos
também o heróico esforço desprendido pelo corpo técnico da Funasa em
minimizar os contrastes sociais cujo pano de fundo a Saúde desvela.
Chega de morte de indiozinhos! Chega de morte de índios, ainda que
cultural, nas cadeias públicas de Mato Grosso do Sul. Só em Amambaí,
segundo o CIMI, são 48, entre homens e mulheres. Aos detentores da
ordem e da moral, das cátedras e dos tribunais, saibam que enquanto
indiozinhos anônimos perfilham suas cruzes por entre o cerrado,
vizinho das grandes plantações de soja e canaviais, a injustiça
permanece e começa a nos inquietar... Enquanto 36% das terras de Mato
Grosso do Sul permanecer nas mãos de 1% dos fazendeiros do Estado;
enquanto não se demarcar as 69 áreas, de um total de 102 terras
indígenas sem providência, e o indígena ter seus direitos
reconhecidos, indiozinhos irão continuar morrendo pelo interior das
aldeias e periferia desta grande cidade chamada Brasil.
FONTE: Carlos Alberto dos Santos Dutra em 04/03/07