TUBERCULOSE ENTRE INDÍGENAS
Bacilo na tribo
Tuberculose é 20 vezes mais comum entre índios do que no restante da população
Maria Guimarães
Edição Impressa 132 - Fevereiro 2007
© Paulo C. Basta / Fiocruz
Aldeia suruí: mudanças no estilo de vida favorecem transmissão de doenças
Quinhentos anos após o descobrimento do Brasil, os índios continuam morrendo em decorrência das doenças que chegaram com os europeus ao país. Entre elas a tuberculose, uma das mais fatais. Levantamento concluído recentemente pela equipe de Carlos Coimbra Júnior, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, mostra que o número de casos de tuberculose é cerca de 20 vezes mais alto entre os índios suruís, de Rondônia, do que na população brasileira: 815 casos a cada 100 mil pessoas, ante aproximadamente 40 em 100 mil no restante da população. 
“No Brasil, o único grupo que se assemelha aos índios em termos de incidência de tuberculose é a população presidiária”, avalia Coimbra. Sanitarista e antropólogo, há 20 anos ele coordena uma equipe que inclui o médico Paulo César Basta e investiga a qualidade de vida e a saúde de povos indígenas em Rondônia e Mato Grosso. Nos últimos cinco séculos a tuberculose contribuiu para dizimar a população indígena, que já teve entre 1 milhão e 10 milhões de pessoas na época em que chegaram os europeus e hoje está por volta de 460 mil indivíduos, estima a Fundação Nacional do Índio (Funai).
Cont. http://revistapesqu isa.fapesp. br/?art=3154&bd=1&pg=2&lg=
A LUTA PELA REVITALIZAÇÃO E CONTRA A TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO VAI ESQUENTAR DE NOVO. VAMOS NOS APRONTANDO PARA ENTRAR DE NOVO EM CAMPO DE BATALHA

SÃO FRANCISCO

Frei Cáppio cobra de Lula diálogo público sobre transposição

Entrega de carta ao presidente inicia vigília social que pede cumprimento do acordo de diálogo com sociedade civil, proposto pelo governo em 2005 quando o bispo fez uma greve de fome contra a transposição.

BRASÍLIA - Pouco mais de um ano depois de ter feito greve de fome contra a transposição do rio São Francisco, o bispo da diocese de Barra (BA), Dom Luís Cáppio - que, à época (outubro de 2005), foi dissuadido do protesto pelo governo com a promessa de aprofundamento do diálogo com a sociedade civil -, voltou ao Palácio do Planalto nesta quinta (22) para entregar uma carta ao presidente Lula, cobrando o cumprimento do acordo. O ato inaugurou uma jornada de mobilizações de diversas organizações, como pastorais sociais da igreja Católica, ONGs e associações de comunidades que vivem na região do Semi-Árido brasileiro, para pressionar o governo a não iniciar as obras de transposição sem um debate com a população da região.

A movimentação das entidades é uma resposta à anunciada retomada do projeto, que foi incluído como prioridade do Programa de Aceleração do Crescimento nas iniciativas referentes à infra-estrutura hídrica. O PAC prevê R$ 6,6 bilhões de reais para a transposição entre 2007 e 2010, de um total de R$ 12,6 bilhões a serem investidos nesta área. Para 2007, o programa prevê R$ 837 milhões para a transposição.

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta, D. Luís Cáppio e outras organizações que vêm lutando pela revitalização do São Francisco questionaram a medida, lembrando o compromisso assumido pelo presidente Lula quanto a realização de estuds de alternativas que pudessem substituir a transposição.
Continuação: http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=13588

LÍDER INDÍGENA SOFRE AGRESSÕES EM SANTARÉM

O cacique Odair José Borari, conhecido como Dadá, foi agredido e ferido por três homens desconhecidos, em Santarém (Pará), ontem segunda-feira, dia 19, às 10 horas da manhã. O fato aconteceu em uma rua próxima ao escritório do Grupo Consciência Indígena (GCI) e do Conselho Indígena dos rios Tapajós e Arapiuns (CITA), centro da cidade, onde Dadá trabalha como atual coordenador do CITA. Enquanto caminhava, foi parado por um motoqueiro que começou a agredi-lo. Como, ele reagiu, começaram a lutar. Foi quando chegaram outros dois homens de moto. Todos estavam encapuzados e usavam luvas. Enquanto um o segurou por trás, outro colocou um revólver na sua cabeça, o terceiro o atacava com uma faca ou canivete.

Os desconhecidos diziam coisas como: “Tu estás acostumado a fazer pros outros coisas que tu não deves. Ficas fazendo besteira prá gente que tu não conhece. Por isso, agora estás f...” Isso o levou a associar a ação dos agressores com as ameaças que ele já vem recebendo faz meses de pessoas ligadas á COEPA (Cooperativa do Oeste do Pará), grupo liderado por empresários que exploram madeira na Gleba Nova Olinda, no rio Maró, onde fica a aldeia de Novo Lugar, onde Dadá é cacique. A empresa tem invadido as terras indígenas e amedrontado os moradores de outras aldeias. O CITA tem denunciado continuamente a ação ilegal desse grupo.

Dadá ficou ferido na barriga e na cabeça, onde levou vários baques de algum objeto cortante. Teve suas roupas e documentos pessoais rasgados, e ainda lhe roubaram a quantia de R$750,00, que serviria para o CITA pagar o aluguel do escritório e despesas com pessoal.  Por ser véspera de Carnaval, só no fim do dia se conseguiu registrar a ocorrência na Polícia Civil, quando Dada foi submetido ao exame de corpo e delito.

Segundo Dadá, “qualquer coisa que venha a me acontecer de pior a responsabilidade será da Justiça, pois essas ameaças já foram comunicadas ao Ministério Público Federal. Já denunciamos e pedi proteção à Polícia Federal a mim e para a sede do CITA faz mais de um mês. E até agora não sei de nenhuma providência. E se eles voltarem a fazer o que não devem? Se eu já tivesse com proteção policial, isso não teria acontecido. O Procurador da República disse que não podia fazer nada porque ainda não tinha recebido da FUNAI um relatório que comprove que nós somos índios. E a FUNAI não fez nada até agora para identificar nossas terras. Então, a FUNAI é responsável  também. Espero que a COIAB, nossa organização maior, nos apóie a pressionar por uma solução lá em cima, em Brasília, porque aqui está tudo parado”.

Por: Frei Florêncio Vaz, de Santarém (PA) 

CARLINHOS BROWN DENUNCIA O "APARTHEIT" SOCIAL QUE O CARNAVAL DE SALVADOR ESCANCARA

APESAR DE GOSTAR MUITO DE SALVADOR E DO POVO BAIANO, PRINCIPALMENTE DOS MEUS AMIGOS DALI, TENHO QUE FAZER CORO AOS QUE DENUNCIAM O TRISTE QUADRO DE DESIGUALDADE SOCIAL, ONDE NEGROS E NEGRAS CONTINUAM OCUPANDO PAPÉIS DE SERVIÇAIS OU INFERIORES AOS DOS BRANCOS E BRANCAS. SALVADOR É UMA CIDADE EXTREMAMENTE RACISTA. CARLINHOS BROWN CONHECE ISSO MUITO BEM, E FALA COM TODA RAZÃO.

PESSOAS POBRES E TRABALHADORES QUE DEVERIAM ESTAR SE DIVERTINDO (JÁ QUE EM SALVADOR HAVERIA UM CARNAVAL ONDE "TODOS" SE DIVERTIRIAM IGUALMENTE), ESTÃO SEGURANDO AS CORDAS PARA QUE BRINQUEM COM SEGURANÇA OS QUE PODEM PAGAR MAIS (EM GERAL GENTE DA CLASSE MÉDIA QUE VEM DAS OUTRAS REGIÕES OU TURISTAS ESTRANGEIROS, QUASE TODOS BRANCOS OU QUASE BRANCOS). OUTRAS PESSOAS AINDA ESTÃO CARREGANDO CAIXAS DE ISOPOR VENDENDO CERVEJAS, SENHORAS VENDENDO CHURRASQUINHO, ACARAJÉ ETC. ESSES VÊEM O CARNAVAL PASSAR APENAS. AOS JOVENS POBRES SOBRA A TAL "PIPOCA" ATRÁS DOS TRIOS, E VIOLÊNCIA DOS LADRÕES E BRIGÕES, E A REPRESSÃO TRUCULENTA DA POLÍCIA.

AS CORDAS E OS CAMAROTES SÃO A CARA DESSE CARNAVAL EXPORTADO DE SALVADOR PARA TODO O BRASIL. É O CARNAVAL DO AXÉ E DAS  CANTORAS GERALMENTE BRANCAS E LOURAS. EXEMPLO: DANIELA MERCURY, CLAUDINHA LEITE, IVETE SANGALO ETC. MARGARETE MENESES É UMA DAS POUCAS CANTORAS NEGRAS DE DESTAQUE. POR SABER O DURO CHÃO QUE ELA TEM PISADO DURANTES ESSES ANOS, ELA CHOROU EMOCIONADA NO FESTIVAL DE VERÃO EM 2005, E COMENTOU COMO É DIFÍCIL A VIDA DOS NEGROS NA BAHIA. O AXÉ E O SEU TIPO DE CARNAVAL  É UM PÉSSIMO PRODUTO QUE INFESTA AS GRANDES CIDADES DE QUASE TODOS OS ESTADOS. UMA HONROSA EXCEÇÃO É O PERNAMBUCO, QUE SE AGARRA À SUA RICA E SAUDÁVEL DIVERSIDADE ARTÍSTICA E CULTURAL.

POR TUDO ISSO, EU CELEBRO AS PALAVRAS PROFÉTICAS DE BROWN E ME JUNTO AOS QUE DEFENDEM UM CARNAVAL DE TODOS MESMO, DE TODAS AS GENTES, E NÃO APENAS DOS QUE PODEM PAGAR CARO. EU SONHO SIM COM UM CARNAVAL ONDE NÃO TENHAMOS QUE LER O "SALDO" DE 13 ASSASSINATOS POR FIM DE SEMANA NA "GRANDE" SALVADOR, NA "GRANDE" RECIFE OU EM QUALQUER "GRANDE" CAPITAL. O MEU CARNAVAL É O DA VIDA E DA FESTA. VALEU, CARLINHOS BROWN! [Florencio]

leia matéria completa: http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/070218/entretenimento/cultura_brasil_carnavalba_brown_pol

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